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Economia

Copacol Agro 2026 reúne tecnologia, influência digital e cooperativismo no Paraná

O Copacol Agro 2026 encerrou sua edição em [cidade/PR], nos dias [datas], reunindo 90 expositores e produtores rurais em uma área experimental de 84 hectares. A feira destacou inovações tecnológicas para o campo, debateu sustentabilidade e deu espaço ao crescente papel das redes sociais na atração de jovens para o agronegócio paranaense.

Por Eu Googlando IA4 min de leitura
Copacol Agro 2026 reúne tecnologia, influência digital e cooperativismo no Paraná
▸ leitura rápida
  • O Copacol Agro 2026 reuniu 90 expositores e ofereceu demonstrações em área experimental de 84 hectares no Paraná
  • A dupla Primos Agro destacou o papel da influência digital na atração de jovens para o agronegócio e na sucessão familiar rural
  • O evento abrangeu soluções para avicultura, suinocultura, piscicultura e pecuária de leite, além de debates sobre sustentabilidade e geopolítica
  • O diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, afirmou que a feira promove a evolução das famílias cooperadas
  • A digitalização do campo surge como tendência central do setor, com impacto direto na produtividade e na formação de novos profissionais
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Feira consolida espaço de negócios e conhecimento no campo paranaense

O Copacol Agro 2026 encerrou mais uma edição com saldo positivo em público, negócios e conteúdo técnico. Realizado ao longo de três dias no Paraná, o evento se firmou como uma das principais vitrines do agronegócio regional, reunindo produtores rurais, cooperados, agrônomos e empresas do setor em torno de soluções inovadoras para o campo.

Com 90 expositores presentes, a feira apresentou condições exclusivas de comercialização em insumos e maquinários agrícolas — itens que, em períodos de pressão sobre o custo de produção, representam oportunidades concretas de economia para o produtor rural. Segundo a organização do evento, o volume de visitantes foi expressivo, embora números exatos de público não tenham sido divulgados.

O diretor-presidente da Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), Valter Pitol, celebrou o resultado. "O Copacol Agro promove a interação necessária para a família cooperada evoluir. Nossos produtores aproveitaram cada atração para implementar essas novidades no dia a dia", afirmou Pitol.

Tecnologia na prática: do campo experimental às soluções digitais

Um dos principais atrativos do evento foi o campo experimental do CPA — uma área de 84 hectares dedicada a demonstrações técnicas sobre híbridos de culturas e práticas agronômicas avançadas. O espaço permitiu que produtores acompanhassem, na prática, resultados de pesquisa aplicada diretamente ao solo paranaense.

A programação também contemplou segmentos diversificados da cadeia produtiva. Foram apresentadas soluções voltadas à avicultura, piscicultura, suinocultura e pecuária de leite, além de exposições de equipamentos de alta tecnologia. O evento incluiu ainda debates sobre geopolítica, inovação e sustentabilidade — temas cada vez mais relevantes para um agronegócio que precisa equilibrar produtividade com responsabilidade ambiental e inserção global.

Vale lembrar que insumos agrícolas têm sido um dos principais componentes de custo para o produtor brasileiro. Em 2025, o preço de fertilizantes — que o Brasil importa em larga escala — representou um dos maiores desafios do setor, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Feiras como o Copacol Agro funcionam, portanto, como espaços de negociação e planejamento estratégico para quem vive da terra.

Influência digital: redes sociais como ponte entre o campo e as novas gerações

A grande atração da penúltima jornada do evento foi a dupla Primos Agro, formada pelos agrônomos João Vitor Castro e Eduardo Palhares — conhecidos nas redes sociais como "João" e "Duardo". Os criadores de conteúdo, que aliam humor e informação técnica para falar sobre o universo do agronegócio, lotaram o espaço reservado à sua apresentação.

Durante a palestra, João Vitor Castro ressaltou que a influência digital transcende o entretenimento e passou a cumprir um papel social e econômico relevante. "Hoje entendemos que não é apenas sobre o João e o Eduardo. Quando as pessoas pedem uma foto, elas veem um produtor rural e um agrônomo sendo representados. Isso mostra a força da comunicação no agro", disse o agrônomo.

Eduardo Palhares complementou com um relato que ilustra o impacto concreto do conteúdo digital na formação de novos profissionais do setor. "Um produtor nos contou que o filho, antes focado apenas no celular, decidiu ser agrônomo após acompanhar nossos vídeos. É aí que entendemos o verdadeiro poder da influência digital no campo", afirmou Palhares.

Sucessão familiar e o desafio de renovar o campo

O tema da sucessão familiar no agronegócio ganhou espaço significativo nas discussões do Copacol Agro 2026. Trata-se de uma questão econômica e estrutural relevante: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o produtor rural brasileiro tem, em média, mais de 50 anos. A renovação generacional é, portanto, um desafio para a sustentabilidade da agricultura familiar e das cooperativas.

Nesse contexto, o papel dos criadores de conteúdo voltados ao agro surge como um fator de atração para jovens que, de outra forma, poderiam se distanciar da atividade rural. A linguagem acessível e o uso de plataformas como Instagram e YouTube funcionam como pontes entre a tradição do campo e as expectativas das novas gerações — o que, no médio e longo prazo, pode ter reflexos diretos na produtividade e na sucessão de propriedades rurais.

Copacol e o cooperativismo como motor regional

A Copacol — Cooperativa Agroindustrial Consolata — é uma das maiores cooperativas do Paraná, com atuação relevante na cadeia avícola, suinícola e de grãos. Seu evento anual de agronegócio funciona como termômetro das tendências do setor e como ambiente de capacitação para os cooperados.

A combinação entre tecnologia de campo, conteúdo digital e debate estratégico observada nesta edição reflete uma tendência mais ampla do agronegócio brasileiro: a digitalização da cadeia produtiva, que vai desde o monitoramento de lavouras por drones e inteligência artificial até a comunicação de valor para o consumidor final.

Para o produtor rural, participar de eventos como o Copacol Agro representa uma oportunidade de atualização técnica e de acesso a condições comerciais diferenciadas — algo que, em um setor sujeito a variações cambiais, climáticas e de mercado internacional, pode fazer diferença direta no resultado da safra.

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