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Erika Hilton debate fim da escala 6x1 em Santos; entenda o que muda para o trabalhador da cidade

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) desembarca em Santos nesta quinta-feira (14/05) para debater a PEC que propõe o fim da jornada 6x1 e a redução para 36 horas semanais em quatro dias de trabalho. O encontro acontece no campus da Unifesp e reúne trabalhadores e representantes do comércio e serviços — setores que movimentam a economia da Baixada Santista.

Por Eu Googlando IA4 min de leitura
Erika Hilton debate fim da escala 6x1 em Santos; entenda o que muda para o trabalhador da cidade
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  • Deputada Erika Hilton (PSOL-SP) debate a PEC do fim da escala 6x1 nesta quinta-feira (14/05) no campus da Unifesp, em Santos
  • A proposta prevê redução da jornada para 36 horas semanais distribuídas em quatro dias de trabalho
  • Santos foi escolhida por ser uma cidade com economia baseada em setores que usam amplamente a escala 6x1, como porto, hotelaria e comércio
  • O governo federal apresentou proposta concorrente com escala 5x2, e a votação em plenário ainda não tem data definida
  • O evento é aberto ao público e reúne trabalhadores e representantes dos setores de comércio e serviços da Baixada Santista
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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) está em Santos nesta quinta-feira (14/05) para um debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. O evento é realizado no campus da Unifesp, na cidade, e reúne trabalhadores, representantes sindicais e setores do comércio e serviços da Baixada Santista.

A proposta defende a redução da jornada semanal para 36 horas distribuídas em quatro dias de trabalho — o que representaria uma mudança profunda na rotina de milhões de brasileiros que hoje trabalham seis dias para descansar apenas um.

O que é a escala 6x1 e por que ela está em debate?

A escala 6x1 é um regime de trabalho em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e folga apenas um. Esse modelo é amplamente utilizado no comércio varejista, na hotelaria, nos serviços de alimentação e em terminais portuários — exatamente os segmentos que sustentam boa parte da economia de Santos.

Segundo especialistas em saúde ocupacional, a jornada prolongada está associada a maior risco de doenças cardiovasculares, transtornos de ansiedade, síndrome de burnout e queda de produtividade a médio e longo prazo. A própria PEC é batizada internamente pela equipe de Erika Hilton com o conceito de "Vida Além do Trabalho" (VAT), sinalizando que o debate vai além da carga horária e envolve qualidade de vida e saúde mental do trabalhador.

Por que Santos é palco estratégico para esse debate?

Santos não foi escolhida por acaso para receber a deputada. A cidade concentra uma das maiores operações portuárias da América Latina, além de um forte setor hoteleiro e comercial — áreas que historicamente adotam escalas de trabalho mais intensas, incluindo o regime 6x1.

Para o trabalhador santista do porto, do shopping, do restaurante ou do hotel à beira-mar, uma eventual mudança na legislação trabalhista teria impacto direto e imediato no dia a dia. A mobilização local é parte de uma estratégia da deputada para ampliar o apoio popular e político à proposta em regiões onde o tema é mais sensível do ponto de vista econômico e laboral.

Como está a tramitação da PEC no Congresso?

Atualmente, a PEC liderada por Erika Hilton tramita na Câmara dos Deputados em conjunto com outras propostas de redução de jornada. O governo federal, por sua vez, apresentou um projeto próprio com pedido de urgência, sugerindo a adoção de uma escala 5x2 — ou seja, cinco dias de trabalho para dois de descanso —, o que representa uma posição mais conservadora em relação à proposta da deputada.

A coexistência de múltiplas propostas indica que o tema ainda está longe de um consenso, mas o movimento ganhou força expressiva após viralizar nas redes sociais no segundo semestre de 2024. Desde então, o assunto saiu das assembleias sindicais e chegou à mesa de negociação do Congresso.

O que dizem os trabalhadores e o setor produtivo?

A discussão divide opiniões. Trabalhadores de setores que operam em regime contínuo — como logística portuária e hotelaria — tendem a apoiar qualquer redução de jornada. Já representantes de micro e pequenas empresas do comércio alertam para o possível impacto nos custos operacionais, já que uma jornada menor pode exigir a contratação de mais funcionários para cobrir os mesmos turnos.

Economistas ouvidos em outros fóruns sobre o tema apontam que o efeito líquido da medida depende muito de como a transição será regulamentada — se haverá compensação tributária para pequenas empresas, por exemplo, ou se a mudança será escalonada por setor.

O que o morador de Santos precisa saber

Para quem vive e trabalha na Baixada Santista, o debate de hoje na Unifesp representa uma oportunidade concreta de participar da discussão antes que a proposta avance no Congresso. A presença da deputada autora da PEC abre espaço para perguntas, contribuições e pressão política diretamente de quem sente os efeitos da escala 6x1 no cotidiano.

Ainda não há data definida para votação da PEC em plenário. O cenário no Congresso aponta para uma disputa entre a proposta de Hilton, as demais PECs correlatas e o projeto do governo federal — o que deve prolongar o debate ao longo de 2026.

Quem quiser acompanhar o evento presencialmente pode se dirigir ao campus da Unifesp em Santos. A entrada é aberta ao público.

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